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MUSEU MUNICIPAL DE CACHOEIRA DO SUL - Patrono Edyr Lima

Rua 15 de novembro, 364

CEP 96.508 - 750

Cachoeira do Sul - RS

Telefone:(51)3724.6017

Contatos:

museu@cachoeiradosul.rs.gov.br

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Histórico do Município



Ramiro Fortes de Barcellos

Ramiro Fortes de Barcellos

 

RAMIRO FORTES DE BARCELLOS

 

Filho de Vicente Loreto de Barcellos e de Joaquina Idalina Pereira Fortes, Ramiro Fortes de Barcellos nasceu em 23 de agosto de 1851, na Fazenda do Irapuá, em Cachoeira.

Aos 14 anos, em 1865, Ramiro Barcellos seguiu para Porto Alegre, onde concluiria seus estudos. Após, auxiliado por um tio, foi encaminhado para o Rio de Janeiro, matriculando-se na Escola de Medicina. Ramiro Barcellos – gaúcho altivo, distinguiu-se como aluno, era bom de palavra e escrita. Escreveu e publicou artigos na Revista Médica. Foi escolhido como orador da turma na formatura de Medicina, em 1873. Sua tese de doutoramento foi “Alianças consanguíneas e sua influência sobre o físico, o moral e o intelectual do homem”.

Concluída a faculdade, retornou a Cachoeira para casar-se com sua prima, Maria José Gomes. Após o casamento, o casal viajou para a Europa, passando pela Inglaterra, França e Alemanha, onde Ramiro fez curso de aperfeiçoamento.

Ao retornar ao Sul, voltou à sua terra, onde clinicou na Rua 7 de Setembro e atendeu pacientes pelo interior, quando certamente utilizou o estojo de couro, uma das peças do seu acervo que existem no Museu Municipal. Após seguiu para Porto Alegre sendo convidado para trabalhar na Santa Casa de Misericórdia como chefe do serviço de cirurgia e, mais tarde, como seu provedor.

Ramiro Fortes de Barcellos e Maria José Gomes tiveram três filhos: Emma, Júlia e Dora. Em 1900 Maria José faleceu. Passados três anos, Ramiro casou-se novamente . Com sua segunda esposa, Lucilia Gomes, natural de Pelotas, teve mais dois filhos: Petrônio e Nora. A descendência do cachoeirense pode ser encontrada no NOBILIÁRIO RIO-GRANDENSE.

Além de médico, Ramiro Barcellos foi político e jornalista. De 1877 a 1880, deputado provincial pelo Partido Republicano Rio-Grandense, onde escrevia crônicas em forma de cartas à Princesa Isabel, sob o pseudônimo de Amaral Juvenal.

- Ministro Plenipotenciário do Brasil na República do Uruguai;

-1891: Senador, função que exerceu até 1906 quando assumiu como coordenador na construção da Barra do Rio Grande.

Ramiro Fortes de Barcellos foi contemporâneo, correligionário e amigo de Júlio de Castilhos, Borges de Medeiros e Pinheiro Machado.

No fim da vida rompeu com Borges de Medeiros, quando Borges – chefe absoluto da política no Rio Grande do Sul, apoiou a candidatura do Marechal Hermes da Fonseca a Senador da República e não a sua candidatura. Ramiro considerou ato de traição ao partido que ambos pertenciam.

Deste desentendimento surgiu o poemeto campestre Antônio Chimango, poema em linguagem campeira, dividido em cinco rondas (como se fossem rondas de tropeiros junto às tropas). É uma obra política-satírica, escrita em poucos dias nas costas de papel impresso para nomeação dos mesários nas eleições, e dizem, que distribuída clandestinamente por baixo das portas, durante a noite, em 1915.

Antônio Chimango, hoje já com mais de vinte edições, teve sucesso extraordinário, e é considerada uma obra-prima pelo seu sarcasmo e genuíno cunho gauchesco.

Ramiro Barcellos faleceu em 1916, em Porto Alegre. É de sua outra também a obra A Revolução de 1835 no Rio Grande do Sul (reeditada em 1987 e com lançamento no Arquivo Histórico do Município de Cachoeira do Sul).

 

Fonte de Pesquisa: Banco de Dados e Biblioteca Fontoura Xavier do Museu Municipal.

Pesquisa e Texto: Márcia Rosana Severo Patel.





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Horário de Visitação ao Público:

Terça a sexta-feira :Manhã: 8:30 às 11:30 Tarde: 14:00 às 17:00

Sábados e domingos: Tarde: 14:00 às 17:00

Agendamentos para visitação mediada:  pelo telefone: (51) 3724-60-17 ou no Museu

Dias da semana: 3ª e 6ª feira: manhã- 9h e tarde - 14h.

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