Museu Municipal

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MUSEU MUNICIPAL DE CACHOEIRA DO SUL - Patrono Edyr Lima

Rua 15 de novembro, 364

CEP 96.508 - 750

Cachoeira do Sul - RS

Telefone:(51)3724.6017

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museu@cachoeiradosul.rs.gov.br

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Histórico do Município



Moacyr Cunha Rosing

Moacyr Cunha Rosing

 

 

MOACYR CUNHA ROSING

 

FILIAÇÃO: Frederico (Fritz) Rosing, alfaiate, e Bernardina Cunha Rosing, do lar.

NASCIMENTO: Porto Alegre, 30 de maio de 1906.

FALECIMENTO: Cachoeira do Sul, 25 de maio de 1987.

PRIMEIROS ANOS DE VIDA: Sua infância e mocidade foram passadas na região missioneira, entre as cidades de Erechim, Santo Ângelo e Santa Rosa, na companhia de cinco irmãos.

FORMAÇÃO ESCOLAR: Curso ginasial incompleto.

JUVENTUDE: Moacyr Cunha Rosing iniciou cedo suas atividades. Em Santo Ângelo, com apenas 14 anos, já era diretor do jornal humorístico O Mistério. Em Santa Rosa, fundou e dirigiu o semanário A Serra. Aliás, foi através das páginas deste jornal que a comunidade engajou-se na campanha para emancipação de Santa Rosa, ocorrida em 1931.

Reviveria as experiências como jornalista, bem mais tarde, quando passou a assinar, no Jornal do Povo, com o pseudônimo Índio Velho, a coluna Tradicionalismo & Regionalismo.

O serviço militar foi prestado na Brigada Militar, atingindo o posto provisório de Capitão.

Moacyr Rosing era jogador do Uruguai Futebol Clube, sociedade esportiva de Santa Rosa, fundada no ano de 1925. Sagrou-se campeão municipal por vários anos defendendo as cores dessa agremiação.

A par de suas atividades profissionais e esportivas, dedicava seus esforços também para ações culturais. Em 1932 fundou a Sociedade Cultural de Santa Rosa, dirigindo-a até 1934.

CASAMENTOS: Foi casado, em primeiras núpcias, com Anita dos Santos Rosing. Da união ficaram dois filhos: Régis Antônio e Dalva, já falecidos. Em segundas núpcias, no ano de 1948, desposou Leonísia Druck, moça de Santa Maria. Recém-casados, fixaram residência em Cachoeira do Sul, primeiramente, na Rua General Portinho, esquina com Moron. Mais tarde, transferiram-se para a Rua Conde de Porto Alegre, nos fundos da Praça Balthazar de Bem. Dali, voltaram à Rua General Portinho, ocupando um sobrado próximo ao primeiro em que moraram. Por último, adquiriram a casa na Rua Major Ouriques, 1537. Tiveram as filhas Ilda Bernardete e Rosane Aparecida.

EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL: Em Santa Rosa, Moacyr Rosing exercia o cargo de escrivão federal. Com estas mesmas funções, transferiu-se para Santa Maria e de lá para Cachoeira, no ano de 1948, para substituir o exator federal por um período. Finda a substituição, retornou a Santa Maria. A impressão deixada em Cachoeira foi tão boa que representantes da indústria, comércio, lideranças civis, políticas e religiosas solicitaram seu retorno junto ao Governo Federal, o que se concretizou naquele mesmo ano. De 1948 a 1959, serviu a comunidade, primeiro, como exator federal e, depois, como fiscal da Receita Federal.

Desempenhou-se também na área da advocacia, como rábula, oferecendo serviços para contratos, cobranças amigáveis, judiciais e defesas fiscais, conforme anúncio publicado na Revista Aquarela n.º 131, de junho de 1973.

A VIDA EM CACHOEIRA DO SUL: Adaptado à vida cachoeirense, logo começou a dar mostras de sua solidariedade e espírito associativo. Em 1951, chegou à Presidência do Grêmio Náutico Tamandaré e, em 1957, assumiu a provedoria do Hospital de Caridade e Beneficência, função exercida até 1960.

Foi rotariano, Venerável Mestre da Loja Maçônica Liberdade, inspetor do Ensino Estadual nas Escolas João Neves da Fontoura, Roque Gonçalves e colaborador de entidades operárias da cidade, como a Liga Operária Cachoeirense, União Operária 1.º de Maio e Círculo Operário Cachoeirense. Como enxadrista, presidiu o Petersen Xadrez Clube que, inicialmente, funcionava junto ao Bar Petersen, na Rua 7 de Setembro, e depois foi incorporado pela Sociedade Rio Branco, transformando-se em departamento.

Radicado em Cachoeira, logo Índio Velho saiu à procura de espaços onde pudesse dar tratos à sua veia cultural. Ingressou, então, no Círculo de Teatro do Centro Cultural de Cachoeira do Sul, instituição criada pelo Dr. Ervin Wolffenbüttel. Eram companheiros de Moacyr, no Centro Cultural, figuras que se tornaram conhecidas e reconhecidas em suas atividades, como Salita e Manoel Abreu, Dr. Nelson Aveline, Nilo Fernandes Barbosa, Ramiro Bartz, Theobaldo Burmeister, Liberato e Jenny Vieira da Cunha, Achylles Figueiredo, Lauro Frantz, Hugo e Sylvia Herzog, Irene Ilha, Dr. Edyr Lima, Souto Menor, Nenê Müller, Eluiza de Bem Vidal e tantos outros.

Uma das marcas de Moacyr era tomar do violão e entoar canções regionalistas. Das canções que executava, uma logo caiu no gosto das pessoas: Meu Pago. Composta por ele no ano de 1933, em Santa Rosa, a canção foi apresentada pela primeira vez em um concurso na Sociedade Cultural daquela cidade para homenagear o quadro social. Gravada por vários intérpretes e conjuntos musicais, logo tornou-se muito popular. Uma das personalidades cachoeirenses que mais contribuiu para a divulgação de Meu Pago foi o Dr. Julio Cezar Mandagaran Caspani, entusiasta da sua execução em todos os eventos de que participava. A canção acabou sendo escolhida como hino de Cachoeira do Sul no ano de 1982, pela Lei Municipal n.º 1297.

MEU PAGO

 

Letra e música: Moacyr Cunha Rosing


Venho vindo das campinas

deste Rio Grande de Deus,

venho atrás dos teus carinhos,

dos meigos sorrisos teus.

Mal desponta o Sol doirado,

saio a trote pela estrada,

o meu pingo é bem ligeiro, não o abate a caminhada

 

No verde pampa do meu Rio Grande,

tudo é beleza, não se sabe o que é tristeza,

vive alegre o coração.

E a noite desce toda estrelada,

então é lindo ver-se a guapa gauchada

de viola e gaita à mão.

 

Todos cantam seus amores,

pondo a mão no coração,

chora a gaita no terreiro,

geme o pinho no galpão.

quem não ama no Rio Grande

desconhece o que é viver,

deixa o lado bom da vida

para penar e sofrer.

 

Meu Pago é uma das faixas musicais do primeiro disco (LP) do Coral Cachoeirense, regido pelo Prof. Willy Simonis, que teve cópias distribuídas pelo Rio Grande do Sul, Brasil, Uruguai e alguns lugares da Europa. Foi também gravada pelo Conjunto João Roberto em um compacto de 1981.

 

ATUAÇÃO POLÍTICA: A popularidade e simpatia de Moacyr Cunha Rosing, associadas aos relevantes trabalhos comunitários e serviços sociais prestados aos cachoeirenses, seguiram um curso natural, encaminhando-o para a política. No ano de 1959, lançou sua candidatura pelo PSD – Partido Social Democrático à Prefeitura de Cachoeira do Sul. Concorreu com Virgilino Jayme Zinn, saindo-se vitorioso no pleito com o número de 7.334 votos contra os 7.280 de seu concorrente.

        Empossado, Moacyr Rosing logo se dirigiu ao governo estadual a fim de concretizar diversos objetivos, especialmente os ligados à Secretaria de Transportes, como a conclusão das obras da Barragem de Dom Marco, dos aterros na Barragem - Ponte do Fandango e início da construção de pontes sobre os arroios Capané e Irapuá. O pedido relativo à Barragem-Ponte do Fandango foi logo atendido, pois sua abertura oficial ao trânsito deu-se no dia 25 de janeiro de 1961.

Dentre as obras promovidas pela sua administração e que ganharam destaque na imprensa local, está a da instalação de lâmpadas fluorescentes nas ruas da cidade, o que produziu uma significativa melhora e modernização da iluminação pública. O que poucas pessoas sabem é que a ideia foi copiada da cidade de Taquara:

Outras obras urbanas bastante celebradas foram a colocação de paralelepípedos na Rua Júlio de Castilhos, concluída em 11 de junho de 1963, e o início dos trabalhos de regularização das sangas da Inês e do Lava-pés, com melhoria das áreas adjacentes dentro do perímetro urbano.

Cachoeira do Sul ainda pode lembrar das obras do Prefeito Moacyr Cunha Rosing ao cruzar os passeios cobertos de pedra portuguesa na Praça Balthazar de Bem, inovação também sugerida pelo Diretor da Fazenda Municipal, Dr. Fritz Strohschoen, depois de observar as calçadas de Copacabana, no Rio de Janeiro. Construiu a cancha de esportes da Praça Borges de Medeiros, precedida pela instalação de um parque infantil e concluída com a reformulação dos jardins. A Praça Salgado Filho também recebeu obras e todas essas melhorias estavam a cargo da Seção de Obras e Urbanismo, de que era diretor Willy Haas.

Outra importante realização da administração Moacyr Cunha Rosing foi a criação e instalação das primeiras sete casas das 75 projetadas para a Vila Cristo Rei. Sonho antigo de um abnegado grupo de senhoras da comunidade, capitaneadas pela Professora Eluiza de Bem Vidal, o projeto iniciou com a doação do terreno junto à Cadeia Civil (Presídio Estadual) pela Prefeitura. O descerramento da fita do núcleo habitacional deu-se a 4 de fevereiro de 1961.No final do seu período como administrador do Município, por insistência de várias pessoas, Moacyr Rosing licenciou-se da Prefeitura e lançou seu nome à Câmara de Vereadores pelo Partido Social Democrático, não sendo eleito.

FONTE: Caderno de História n.º 2, Arquivo Histórico/Museu Municipal, 2006.

 





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