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MUSEU MUNICIPAL DE CACHOEIRA DO SUL - Patrono Edyr Lima

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Cachoeira do Sul - RS

Telefone:(51)3724.6017

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Histórico do Município



Antônio Vicente da Fontoura

Antônio Vicente da Fontoura

ANTÔNIO VICENTE DA FONTOURA

 

 

Antônio Vicente da Fontoura nasceu na Vila de Rio Pardo, em 8 de junho de 1807. Veio para Cachoeira aos 19 anos, onde faleceu em 20 de outubro de 1860.

Era filho de Vicência Cândida Fontoura e de Eusébio Manoel Antônio, relojoeiro, natural de Lisboa, que veio para o Brasil com a Comissão de Demarcação de Limites da América Meridional. Seus pais, apesar de muito pobres, preocuparam-se, desde cedo, com a educação do filho, que foi alfabetizado por professora particular, já que aulas públicas somente foram instaladas em Rio Pardo em 1820.

Era casado com Clarinda Francisca Porto, com quem teve os filhos Affonso, Antoninha, Antônio Eusébio, Bento, Clarinda, Francisco, Gabriela, João Propício, José Propício, Josefina, Luzia, Maria Egypcia, Tito Castilhos e Vicência Cândida,

Aos quinze anos, começou a trabalhar como caixeiro em casa comercial de um amigo de seu pai, transferindo-se, por volta de 1826, para Cachoeira.

Em 1829, estabeleceu-se como comerciante.

Com 22 anos, Antônio Vicente ingressou na vida pública, desempenhando ao longo de sua vida vários cargos e funções:

-         Vereador da Câmara Municipal de Cachoeira do Sul – 1829 a 1836

-         Procurador Fiscal de Cachoeira – 1831

-         Capitão da Guarda Nacional – 1832

-         Juiz Ordinário – 1833

-         Correspondente de “O Mensageiro”, jornal da Revolução Farroupilha – 1835

-         Major da Legião de Guardas Nacionais da Comarca de Rio Pardo – 1835

-         Chefe de Polícia de Rio Pardo – 1838

-         Coletor Geral das Coletorias de Vacaria, Cruz Alta, santa Maria, São Gabriel, Cachoeira e Rio Pardo – 1838

-         Chefe Geral de Polícia de Cruz Alta – 1839

-         Ministro da Fazenda do Governo Republicano – 1841

-         Ministro da Guerra (interino) – 1841

-         Deputado à Assembléia Constituinte e Legislativa do Estado Farroupilha – 1842

-         Membro da Comissão de Liquidação da Dívida Republicana – 1845

-         Embaixador da Paz nas negociações e assinatura da Paz de Ponche Verde – 1845

-         Presidente da Câmara Municipal de Cachoeira – 1853 a 1856

-         Chefe do Partido Santa Luzia (liberal)

 

Quando irrompeu a Revolução Farroupilha, coube a Antônio Vicente, então Major de Guardas Nacionais, a tarefa de articular, na Vila de Cachoeira, os elementos necessários para a formação de uma força revolucionária que marchou para Rio Pardo,

 

a 23 de setembro de 1835, com o fim de restabelecer a ordem que se encontrava alterada.

Desde então, Antônio Vicente permaneceu a serviço do movimento farroupilha até a pacificação, na qual exerceu papel de grande relevo.

Não é, entretanto, o aspecto militar que predomina na ação de Antônio Vicente, e sim, o político. Inteligente, culto, se tornaria, na Revolução, um diretor intelectual, fadado a organizar e dirigir uma corrente de opinião que iria ter nos destinos da República Rio-grandense uma influência decisiva.

Nomeado Ministro da Fazenda da República Rio-grandense, em 1841, Antônio Vicente inicia um forte dissídio com Domingos José de Almeida, tendo como ponto de discórdia as medidas e atos ministeriais tomadas por este, quando titular dessa Pasta.

Antônio Vicente foi eleito deputado para a Assembléia Constituinte e Legislativa, em Alegrete, a 1º de dezembro de 1842. Esta Assembléia foi o maior pomo de discórdia entre os farroupilhas, quando duas correntes se definem no plenário: a maioria solidária com Bento Gonçalves e a minoria chefiada por Antônio Vicente.

Compreendendo que era impossível a vitória da República e da idéia federativa, que era a sua, Antônio Vicente vai, de agora em diante, empenhar-se pela conclusão de uma paz em que se salve a dignidade do Rio Grande e que assegure aos rio-grandenses a maior soma possível de garantias.

Escolhido por unanimidade, entre os principais chefes farroupilhas, para negociar com o Governo Imperial as condições de Paz, como emissário da República Rio-grandense, parte o Rio de Janeiro. Recebido pelos ministros de D. Pedro II, que esperavam obter a deposição das armas dos farroupilhas em troca de uma promessa de anistia geral, Antônio Vicente defende brilhantemente os direitos rio-grandenses, levando-os a uma compreensão mais justa e mais patriótica da delicada questão.

Em dezembro de 1844, ao retornar ao Rio Grande do Sul, Antônio Vicente, sabedor de que alguns chefes farroupilhas não eram favoráveis à paz, iniciou mais etapa no seu importante papel em prol da pacificação, percorrendo a Província de acampamento em acampamento, divulgando as condições de armistício a fim de reintegrar o Rio Grande  na comunhão do Brasil.

Um dos artigos do Tratado de Paz entre os farroupilhas e o Império estipulava que a dívida da República Rio-grandense seria paga pelo Governo Imperial. Para a execução desta tarefa, David Canabarro nomeou uma comissão da qual fazia parte Antônio Vicente que, pela sua efetiva atuação, se tornou chefe da mesma, sendo o liquidador dos grandes compromissos que a Revolução assumira.

Estava, finalmente, pacificada a Província, graças à diplomacia do Barão de Caxias e à atividade extraordinária de Antônio Vicente da Fontoura que a posteridade, com justiça, denominou “Embaixador dos Farrapos”.

 

 

Fonte: Folheto publicado pelo Museu Municipal de Cachoeira do Sul, 1985.

 

 





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