Museu Municipal

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MUSEU MUNICIPAL DE CACHOEIRA DO SUL - Patrono Edyr Lima

Rua 15 de novembro, 364

CEP 96.508 - 750

Cachoeira do Sul - RS

Telefone:(51)3724.6017

Contatos:

museu@cachoeiradosul.rs.gov.br

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Histórico do Município



Nascimento das cidades do RS - Cachoeira

Nascimento das cidades do RS - Cachoeira

 

 

NASCIMENTO DAS CIDADES DO RIO GRANDE DO SUL:

- CACHOEIRA

Dante de Laytano

 

    A “Guerra Guaranítica” (1750 – 1759), resultante da troca não efetuada dos 7 Povos das Missões com a Colônia do Sacramento, levou para o “Passo do Fandango”, no Jacuí, um destacamento militar que foi a origem da cidade de Cachoeira quando, então, aquartelaram, em 1759, à beira do rio, 110 praças, formando uma guarda avançada. A “Guerra da invasão”(1763 – 1777), ao tempo que os espanhóis entraram no Rio Grande, alterou os acontecimentos por completo. Combates do Vacacaí, Pequeri e Tabatingaí (1764), Pinto Bandeira derrota Antonio Catani e retirada de Vertiz y Salcedo.

    Talvez em 1724, vindos da “Guerra do Prata”, já existissem estancieiros no território. Não é certo. A verdade é que as missões e os bandeirantes do século XVII também figuram na história local. D. Luís de Almeida Portugal, Marquês do Lavradio, 3º Vice-Rei do Brasil (1769 – 1779), em Portaria de 5/11/1779, "mandava ocupar pelos que se quisessem dedicar à criação, tendo os requisitos para isso, o território cedido a Portugal pelo último tratado diplomático" (Santo Ildefonso). Assim o Governador José Marcelino de Figueiredo (1769-1773 e 1773-1780) publicou editais  a 1/1/1780, "chamando todos os pretendentes à aquisição de terras por sesmarias na região predelimitada." O primeiro a receber oficialmente uma sesmaria em Cachoeira: Tenente de Auxiliares Manoel Carvalho da Silva (1780). Seguiram-se João Pereira Fortes, Rugério da Cunha e Souza, Miguel Pereira Simões, etc. Oficiais e praças ganharam estâncias. Acusou-se o governo de presentear terras a menores e mulheres solteiras. O Brigadeiro José Casemiro Roncali ordenou que alguns povoadores se apossassem de campos ao sul do Jacuí. Tinham sido concedidas até 1784, somente em Cachoeira, 112 sesmarias, destas, 23 estavam abandonadas, mas 89 com muito gado. Algumas propriedades eram enormes. Silveira Ávila (9 léguas), Souza Pimentel (81/2), etc. O ato de posse que era interessantíssimo, revestia-se da exigência da lei. Pena não poder contar aqui o cerimonial pelo qual o estancieiro ficava senhor da sesmaria.

    Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Cachoeira (1779), antes Aldeiamento de índios (1769), alvará criando a Vila Nova de São João da Cachoeira (1719), com 684 léguas quadradas e 216 sesmarias. O município de Cachoeira ia até o Rio Uruguai e Coxilha de Sant’Ana. As Capelas Filiais que dependiam da vila que se instala em 1820 ficavam em Alegrete, Quaraí, Dom Pedrito, Lavras, etc. A mais antiga divisão administrativa de Cachoeira é de 15 de novembro de 1827 que lhe deu 10 distritos e de onde saíram novos e velhos municípios do Rio Grande, tais como Santa Maria, Caçapava, Cruz Alta, São Gabriel, Agudo, Faxinal do Soturno, Restinga Seca, etc.

    D. Pedro II esteve duas vezes em Cachoeira (1846 e 1865) e Antônio Vicente da Fontoura (Ministro da Fazenda da República de Piratini) aí residiu e morreu assassinado dentro da Matriz. Estância de Irapuá, de propriedade do Dr. Borges de Medeiros, ilustre varão da República.

    São cachoeirenses: Fontoura Xavier (embaixador em Portugal, etc.) que escreveu o poema libelo "Régio Saltimbanco" (1877) contra o monarca brasileiro, e Ramiro Barcelos (Ministro das Obras Públicas, etc.), autor do livro gauchesco mais célebre de nossa literatura regional que é “Antônio Chimango”.

    Colonização germânica e italiana com importantes núcleos agrícolas; em 1857, chegaram 117 alemães que foram os iniciadores da corrente imigratória. “Capital do Arroz”. A primeira lavoura (1892) de Gaspar Barreto e firma, organizada por Fidelis Prates, João Jorge Krieger e Jorge Franke, em 1906, a primeira lavoura com irrigação artificial. Os irmãos Pohlmann instalaram o primeiro engenho (1887) e Guilherme Franke (1888) o primeiro engenho hidráulico.

    A Revolução Farroupilha teve grande papel em Cachoeira, invasão de Bento Manoel, Pe. Santa Bárbara eleito para o conselho de procuradores, o Tenente Cel. João Alves de Moraes foi um dos 54 deputados à Constituinte de 1842, etc.

    Um soldado português acha carvão em Cachoeira (1792) e Nogueira da Gama obtém licença do Governo Imperial para explorar carvão no 2º Distrito (1878). A história do trigo ao tempo da colônia, o rio Jacuí e a navegação, os afluentes e a Cachoeira. O Capané, cujas águas batizaram o primeiro arrozal, a natureza rica, a pecuária, rede hospitalar, guarnições do Exército Brasileiro, escolas, festas populares de N. Sra. dos Navegantes, N. Sra. da Conceição, etc. Uma das cidades de mais vida do Rio Grande.

    Leia-se: Aurélio Porto – Cachoeira – “Revista do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul” – 1º e 2º trimestres, ano VI, Porto Alegre, 1926.

CACHOEIRA – Princesa do Jacuí – é seu merecido título. Berço de João Neves da Fontoura, político e diplomata, Ministro do Exterior, maior orador de sua geração. Barragem – Ponte do Fandango, obra notável de engenharia. Fumo apreciado. Bairro Rio Branco e suas casas, o Alto, e Château, o Jornal O Comercinho, Rádio Cachoeira servida pela inteligência jovem, numerosos clubes, seminário católico, Igreja Evangélica Luterana (Sínodo Rio-Grandense), os metodistas, etc. Silo de trigo, cooperativas, etc. O ensino: Cândida e Augusto Brandão.

     Os cachoeirenses militares: Generais Bento Martins (Barão de Ijuí), José Gomes e Felipe Portinho, Diogo Alves Ferraz, bravos combatentes, como o foram também Manoel Fernandes Dorneles, Manduca Carvalho, Tristão José Pinto, etc. Terra de poetas inspirados: Marcelo Gama, Pedro Velho, Milton da Cruz, Alarico Ribeiro, Nilo Barbosa, Lisbôa Estrázulas, Patrício Albuquerque, Sérgio e Paulo de Gouvêa, etc. Políticos inteligentes: Balthazar de Bem, João Pereira da Silva, Borges Fortes (deputado em 14 legislaturas), Liberato Salzano, Gonçalo de Carvalho (propaganda republicana), etc. As figuras de Mario Godoy Ilha, Ernesto Barros, Félix Garcia e Orlando Carlos. Leonardo Macedônia, diretor da Faculdade de Direito de Porto Alegre, Egídio Itaqui, bacharel por São Paulo, Pantaleão Pereira, desembargador da Relação; Baltasar Barbosa, desembargador do S. Tribunal, etc. Virgílio de Abreu, Gregório da Fonseca, da Academia Brasileira.  Bela cidade de Cachoeira que um de seus filhos – Aurélio Porto – é dos maiores historiadores do Rio  Grande.

 

(Correio do Povo, 10/10/1963)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 





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Sábados e domingos: Tarde: 14:00 às 17:00

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Dias da semana: 3ª e 6ª feira: manhã- 9h e tarde - 14h.

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